sábado, 4 de outubro de 2008

Pura dor de cabeça.

Eu tenho um amigo que gostou muito de motocicletas a partir do momento em que o apresentei ao mundo das duas rodas. Esse amigo já quase tentou afogar a minha Intruder 250cc ( literalmente ), mas isso é outra historia para outro momento. O problema é que devido ao baixo orçamento e outras “coisitas” mais ele não pode financiar a YES que queria comprar e como ele não é muito santo para juntar dinheiro resolveu compra algo mais... Como poderia dizer, de baixo custo.

Falei para ele:

- Compre uma cg 125 antiga, elas tem fácil manutenção e peças baratas.

Mas na falta de uma cg barata em Curitiba, ele foi logo comprar uma Jog da Sundown, claro que disse para ele que aquilo era pura dor de cabeça, mas ele não me acreditou. Digamos assim ele já gastou metade do preço da moto em manutenção e ela ainda não está 100%, a moto já deixou ele na mão 2 vezes, sempre com problemas no cabo do acelerador.

Agora nessa ultima vez a moto estragou perto da casa de um amigo nosso, deixamos ela na frente da casa dele e o avisamos após por MSN, ele ficou de cuidar. Quando fomos buscá-la  descobrimos que estava com o vizinho e que ele não tinha avisado nada, ainda bem que o visinho dele é boa gente e guardou a scooter. Foi até atrás da documentação dela para tentar achar o dono, mas como meu amigo ainda não fez a transferência ele nada achou. Após percorrer meia cidade atrás do cabo do acelerador da moto, descobrimos que compramos o cabo errado ( Ô maravilha!!! ). Para não deixar a moto lá abandonada de novo, fiz um coxambre no cabo do acelerador e fiquei puxando ele com a mão esquerda (santa sabedoria Batman!!!) .Então fui da casa desse amigo até a minha andando por vias secundarias e acelerando direto no cabo, pilotando a Jog com uma só mão. Claro que  eu estava com o cú na mão (perdoem me o vocabulário mas achei que o termo era o que melhor expressava o sentimento), pois como vocês já sabem aquela feiosa da Murphy me adora e sempre que pode dá um jeitinho de aparecer para me atormentar, vai que bem hoje aparece uma blitz na minha frente e eu com aquela moto caindo aos pedaços. Toda vez que precisava atravessar uma rua movimentada era mais seguro descer da Jog e empurrá-la na mão, a moto morreu no minimo umas 5 vezes.

No fim consegui chegar em casa, mas com mais uma história para contar. Agora a motinho está aqui em casa a espera de um cabo de acelerador novo, outra coisa nova que ela procura é um dono. Alguém se habilita? 

Diego Frantz - Herr Pig

Será que vai?


Conversando com um amigo, acabei por me lembrar do dia em que tirei a minha carteira de habilitação para moto. O dia começou lindo, típico dia de inverno em Curitiba, céu de brigadeiro, um lindo dia daqueles que parece que tudo vai dar certo. O meu instrutor havia me dito para aparecer lá pelas onze horas na auto-escola para dar uma ultima volta de moto antes do teste. Até ai tudo ótimo, estava traquilão afinal o que mais reprova nesse exame é o nervosismo. Cheguei na auto-escola antes das onze, bati uma papo com o pessoal, tudo as mil maravilhas.

Papo vem papo vai e nada da moto que eu iria fazer o teste ficar pronta para eu poder dar uma volta nela, comecei a ficar meio apreensivo afinal o teste era às treze horas no DETRAN que fica meio afastado daquela região da cidade. Fui conversar com o instrutor e ele me acalmou, pois eu iria de carona com o cara que leva as motos para o teste na picape. Até que descobri que já tinha um mala que iria no lugar que era para ser meu. E o pior, o teste dele era só às três da tarde. Já fiquei indignado, meio nervosinho sabe como é, pavio curto. Quando era meio dia e meia consegui a moto para dar uma volta na pista, dei uma volta não errei nada. Mas isso não mudava o fato que eu

 tinha somente um pouco menos de trinta minutos para chegar ao local da prova e de ônibus. Corri para o terminal e lá estava ele, peguei-o por um triz. Consegui chegar no DETRAN em cima da hora, mas já estava um pouco nervoso. Ouvi a explicação do examinador e fui para fila de espera. De repente ele fala:
-Vou chamar aleatoriamente alguns nomes, esses já vão indo para as motos de suas respectivas auto-escolas. Vamos começar!
Adivinhem qual o primeiro nome q o individuo chamou?

-DIEGO SAMY FRANTZ

Ding ding ding ding. Um premio para quem disse que fui eu. ( O premio será você ter a oportunidade de ler esse texto até o fim! )Ótimo eu já estava uma pilha de nervos e fui logo o primeiro a ser chamado, menos mal que a moto da minha auto-escola era uma das ultimas, então sentei nela me acalmei um pouco e fui para a pista. Estava tudo indo bem até chegar no final dos cones. Putz errei o cone, pensei comigo, mas como sou Brasileiro e não desisto nunca (sempre quis usar esse bordão em um texto) aproveitei a largura enorme da pista de prova para ir até o fim dela e retornar consertando a besteira. Fiz a rampa certinho, e cheguei na parte de acelerar, primeira marcha, segunda, terceira, é bom não correr dentro do DETRAN os caras podem implicar. Reduzi, fiz a curva em u, retornei acelerando e pronto o teste acabou. Droga não ouvi o que o examinador falou, deixa eu ir falar com ele.

-Por favor, não consegui ouvir. Eu passei ou não?

-Passou, mas você acelerou muito pouco aqui na reta, tem de desenvolver mais as marchas na rua, OK?
Pode deixar, depois dessa sempre acelero bastante. E ainda me perguntam por que eu corro tanto.

Diego Frantz - Herr Pig 

Irritado, eu???


Pois é, infelizmente eu sou uma pessoa que tem um pavio muito curto. Atualmente eu tento me controlar melhor, principalmente quando o assunto é transito. Mas essa irritabilidade já me rendeu algumas histórias um tanto quanto engraçadas.

Era uma bela tarde de sol de sexta feira, nada para fazer e as motos estavam sujas. Então resolvi lavar-las, com todo amor e carinho de um dono quase flanelinha, daqueles que fica horas a fio cuidando dos brinquedinhos, e dei um trato nas motocas. Agora as motos estavam limpas e aquela Lady Murphy feiosa resolveu tirar folga e não apareceu, pois sabe como é, basta lavar a moto para que caia um dilúvio bíblico, em que se possa até ver Noé e sua arca. Peguei a Intruder 250cc e sai para dar uma volta no parque, quando estou lá sou ultrapassado por um boy em um Audi A3. Provavelmente tinha pego o carro do pai para impressionar a loirinha que estava ao seu lado. E convenhamos, a loirinha era lindinha. Vi que o carro era um 1.8 simples e que a minha moto 250cc acompanharia ele sem problemas. Fui atrás dele brincando, onde ele passava eu ia atrás, até que chegou um ponto na estradinha em que ele não conseguiria passar, mas eu de moto sim. Sinalizei e fui ultrapassá-lo, não é que o “muleque”, como diria o Capitão Nascimento, fingiu que joga o carro para cima de mim. Levei um baita susto quase cai da moto buzinei como um louco e xinguei-o até a quarta geração da família do “muleque”. Esse é o ponto em que eu deveria ter parado, mas não foi o que efetivamente aconteceu. Já estava indo embora pela estradinha quando me ocorreu:

- Espera ai, eu sou o motoqueiro malvado. Eu sou o vilão da história, que come criancinhas no café da manha. Risadas de vilão de filme do 007.

Eu sei que exagerei, mas deixe quieto. Então com toda a minha sabedoria, parei a moto numa curva logo após uma lombada, fiquei de braços cruzados esperando o casal, só para dar um susto mesmo. Quando o espertão me avistou, ele reduziu e muito a velocidade, contornou a curva, a loirinha me olhava com uma cara assustada, e eu arranquei atrás dele. Nesse exato momento ele sai da via principal e entra numa rua secundaria com muito medo. Como eu conhecia a região peguei outra rua na qual eu sabia que iria encontrar o figura novamente. Dito e feito lá estava ele, dei uma buzinadinha e acenei para ele dando tchau tchau, ele me respondeu com outro aceno, mas consegui ver qu

e ele estava branco como se tive-se visto um fantasma, achando que o motoqueiro do filme do Mad Max iria acabar com a vida dele. Para minha sorte e dele, nenhum dos dois eram psicopatas, mas nessa loucura das grandes cidades, nuca se sabe quando vamos esbarrar com o Hannibal em pessoa. 

Diego Frantz - Herr Pig 

Oi chão, como vai você?

Dizem as más línguas que os motociclistas estão classificados em dois tipos:

 

1º Os que já caíram.
2º Os que vão cair.

Eu me encaixo no 1º tipo. Tudo aconteceu em meados de 2005, eu tinha no máximo uns 3 meses de carteira de motorista e como todo
 bom aprendiz na arte de fazer besteira já estava me achando o Valentino Rossi.

 A aula tinha recém acabado começava uma típica chuva curitibana daquelas que deixa até monge tibetano irritado. Eu como esperto que sou ainda não tinha comprado capa de chuva, achava que não precisava, que era só não sair de moto na chuva, e me esqueci que em Curitiba a chuva sempre te pega de surpresa. Como não queria me molhar resolvi ir rápido para casa, viu como sou um cara esperto, mal sabia eu que o 1º momento da chuva é o pior. Sim é o pior, pois a rua ainda não está limpa então forma uma farofinha de sujeira na pista que a deixa lisa como um sabão. Então quando estava terminando de contornar uma curva no centro cívico conheci o chão. Foi algo de supetão a moto simplesmente saiu por debaixo de mim, bati com a cabeça de lado no chão e sai rolando atrás da moto. Admito q foi umas das cenas mais legais que já vi, em minha mente ficou uma imagem digna de filmes de Hollywood, vendo do ângulo mais baixo o possível, a moto na minha frente com o manete d

e freio e o pedal de freio raspando no chão saindo faíscas. Acho até que merecia o Oscar de melhor fotografia, mas não vem ao caso agora. Logo me levantei e pulei pra calçada tirando o capacete e respirando super ofegante, carros pararam para saber se eu estava bem e felizmente estava tudo no seu devido lugar. 

Levantei a moto sacudi a poeira e fui pra casa fazendo parte da estatística. Resultado da brincadeira foi que perdi uma calça Lee novinha, que droga, e fiquei com um baita ralado no joelho. Como estava todo equipado com jaqueta, capacete, luvas, tênis e calça nada mais grave aconteceu. Mas para mim ficou a lição, quando você perde o medo de algo coisas ruins podem e vão acontecer. Afinal aquela senhora da propaganda da Ford, a tal de Lady Murphy adora aparecer por ai, e convenhamos ela feia pra burro e dela eu quero distancia


Diego Frantz - Herr Pig